Governo afirma: 9 estádios estarão prontos. Será?
Falta pouco tempo o início do Mundial 2014 e a pergunta que não quer calar é: “vai dar tempo?” O nosso país está com a oportunidade rara em suas mãos, de demonstrar que ainda pode receber, pelo menos o título de o “país do futuro” ou como se costuma dizer “país emergente”.Todavia, a visível demora e entraves nas obras de infraestrutura, tão fundamentais para o funcionamento do Mundial, nos deixa com a pergunta do título deste artigo. Como ficaremos aos olhos do mundo inteiro, se montarmos um espetáculo feito de qualquer maneira?
Isso seria uma visão pessimista das coisas, poderiam dizer alguns mas, a realidade nos leva à reflexões sérias. Vivemos em um país onde a presteza no cumprimento de metas rigorosas não é o forte.
Os atrasos de uma ou três semanas para entrega de obras como pavimentação de ruas, reformas de praças e outras obras menores, podemos tolerar ou “engolir” mas, para um evento da magnitude de uma Copa do Mundo, não podemos encarar atrasos de mais de 3 semanas como “normal” ou “aceitável”. Mas, os preparativos para sediar o mundial, a urgência no andamento das obras de construção e reforma de estádios e, pior ainda, as de infra-estrutura na modernização dos obsoletos aeroportos e outros meios de transporte, como por exemplo, a pretensão de construir um trem de alta-velocidade, parece não causar preocupação nas mentes das pessoas responsáveis pelo evento.
Resta-nos aguardar para ver até o dia do início de Copa do Mundo de 2014. Será que, de repente , haverá um “surto” febril de obras que, até pouco tempos estavam em ritmo lento ou haviam estado paradas? Obras que precisavam de licitação, serão liberadas como que “por encanto”? Ao rever o histórico de nosso pobre e rico país, é o que parece que deverá acontecer pois do contrário, iremos fazer um fiasco aos olhos de todo o mundo, o que fará a credibilidade do Brasil cair, infelizmente. Esperamos que, ao contrário, possamos fazer com que esta oportunidade rara, possa ser aproveitada e fazer com que nosso país saia fortalecido, mesmo com o alto custo que isso possa acarretar e que o saldo, no final seja positivo.
Autor: Carlos Araújo






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